O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), prova que funciona como uma espécie de ‘porta de entrada’ dos jovens brasileiros ao Ensino Superior, se aproxima. Depois de adiamentos causados pela pandemia da covid-19, as provas serão aplicadas em 17 e 24 de janeiro de 2021, dois domingos consecutivos. Pela primeira vez, haverá a alternativa da aplicação de forma digital. Para quem optou pelo novo formato, as provas serão em 31 de janeiro e 7 de fevereiro. Mailana Dantas, professora de português do Mundial Colégio e Curso, usou as redes sociais da escola para passar as últimas dicas para os estudantes. 

 

“Sugiro que vocês façam primeiramente o seu rascunho, deixe ele organizado e reserve – ao terminas as questões – 30 minutos para passar a redação a limpo. Não é interessante deixar a redação por último. Uma dica para a proposta de intervenção é que ela não precisa ser necessariamente uma solução para a problemática apresentada, mas ela pode vir como medidas. Podemos, também, ir para o agente (quem poderia ajudar), por exemplo: governo, ONG´s, mídia, sociedade, escola. Elementos genéricos não funcionam. Não podemos esquecer como será a ação. Condições fora da realidade não devem ser apresentadas”, explica.  

Em relação aos prováveis temas do Enem, não há como prever isso de forma concreta e específica, nem essa deve ser a preocupação de alunos e professores, já que um mesmo tema pode oferecer diferentes recortes de abordagem. O que se pode afirmar, com base nos últimos anos, é que a prova de redação trouxe situações-problema da realidade brasileira, pertencentes aos mais variados eixos temáticos, para que fosse possível avaliar a capacidade do aluno de argumentar e propor ações/intervenções nesse sentido.

“Trabalhamos com interdisciplinaridade e diversos assuntos se entrelaçam, conversam entre eles. Se conseguirmos perceber a ligação do tema com diversas disciplinas e conteúdos estudados, o tema está no nosso bolso”, afirma. A professora destaca ainda que, em termos de se produzir uma redação para o Enem, a palavra de ordem não é dom para escrever, mas sim utilizar a técnica. “Nos últimos anos, as expectativas da banca corretora tornaram-se públicas e coube ao professor repassar tais expectativas aos alunos, para que estes ‘moldassem’ o texto de acordo com as exigências cobradas”, pontua Mailana.

Para que o aluno não se perca durante a produção do texto, Mailana enfatiza que é imprescindível fazer uma leitura bem atenta da proposta e da coletânea, no sentido de identificar com muita precisão o recorte temático e os ‘problemas’ que devem ser mencionados no desenvolvimento do texto. “Depois disso, o rascunho e a versão definitiva do texto devem ser feitos”, explica.

Sobre sentir-se nervoso e inseguro, a professora afirma que é algo normal, porém é preciso controlar esses sentimentos, nos minutos seguintes ao início da prova. “Normalmente o aluno que produziu textos ao longo do ano, participou de simulados de redação, fez reescritas de redações e acionou o professor para receber orientações pessoais de como aprimorar a escrita, que é o que fazemos durante o ano no Mundial, consegue driblar esse momento e concentrar-se na tarefa que deve cumprir”, conclui.

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