Pedro Alves tinha 52 anos e uma frase pronta para quem falasse em médico: “Eu? Nunca fiquei doente na vida.”

Empresário, acordava cedo, trabalhava até tarde e ainda encontrava disposição para jogar futebol nos fins de semana com os dois filhos. Não sentia dor, não tinha queixa nenhuma. Médico, para ele, era coisa de quem estava doente.

Quem não aguentava mais aquela história era Ana, sua esposa. Depois de muita insistência, ela mesma marcou uma consulta com o urologista. Pedro foi resmungando, só para encerrar o assunto.

Fez o toque. Fez o PSA. Voltou com os resultados certo de que ouviria que estava tudo bem.

Não estava.

Pedro tinha câncer de próstata. E não estava no começo.

O homem da saúde de ferro nunca sentiu nada porque, por muito tempo, esse câncer pode não apresentar sintomas. Enquanto Pedro adiava a consulta, a doença avançava em silêncio.

Hoje, ele está em tratamento, ao lado de Ana e dos filhos. Mas carrega uma pergunta que não sai da cabeça: e se tivesse ido antes?

Pedro não existe. Mas a história dele se repete na vida real.

A narrativa fictícia é utilizada pela urologista Dra. Karla Avelino, de Natal, para chamar atenção sobre o câncer de próstata, doença que registra mais de 70 mil novos casos por ano no Brasil, segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA).

Com a chegada do Novembro Azul, a especialista alerta que a ausência de sintomas não significa necessariamente que está tudo bem. O câncer de próstata pode evoluir silenciosamente, e o diagnóstico em fases iniciais amplia as possibilidades de tratamento e cura.

A orientação é que homens a partir dos 50 anos conversem com um profissional de saúde sobre a detecção precoce da doença. Para homens negros ou com histórico familiar de câncer de próstata, essa avaliação pode ser indicada mais cedo, a partir dos 45 anos, conforme cada caso. Os exames de PSA e toque retal podem fazer parte da investigação, mediante avaliação individualizada.

Para a Dra. Karla, o Novembro Azul também é uma oportunidade de combater o preconceito e incentivar os homens a cuidarem da própria saúde antes do aparecimento de sintomas.

A mensagem da história de Pedro é um alerta: não espere sentir alguma coisa. Não espere alguém marcar a consulta por você. E, se você é a Ana da história, incentive quem está ao seu lado a procurar atendimento. Esse cuidado pode fazer a diferença.

Fonte para entrevistas:
Dra. Karla Cristiane Rocha Avelino
Urologista - CRM 5319/RN - Natal/RN

@mosaiquecomunicacao

facebookinstagram

Av. Engenheiro Roberto Freire, 1962, Loja 13, Seaway Shopping,
Capim Macio, Natal/RN – (84) 98829-4375
ulysses@mosaiquecomunicacao.com.br